Recrescimento de nódulo após ablação de tireoide por radiofrequência em SP: O que fazer?

O recrescimento de nódulo após a ablação por radiofrequência pode ocorrer em alguns casos e exige reavaliação especializada para definir a melhor conduta.
A ablação de tireoide por radiofrequência (RFA) é um tratamento eficaz e minimamente invasivo para nódulos benignos, com bons índices de redução volumétrica e preservação da glândula. No entanto, em uma parcela dos pacientes, pode ocorrer recrescimento parcial do nódulo ao longo do tempo. Essa situação não significa, necessariamente, falha do tratamento, mas sim a necessidade de nova avaliação para entender a causa e definir a melhor estratégia.
O comportamento do nódulo após a RFA depende de fatores como tamanho inicial, composição (sólido ou misto), técnica utilizada, resposta individual do organismo e tempo de acompanhamento. Em São Paulo, onde a técnica é amplamente utilizada, o acompanhamento adequado é fundamental para identificar precocemente qualquer alteração e agir de forma segura.
Na maioria das vezes, o recrescimento ocorre de forma lenta e limitada, podendo ser controlado com nova sessão de RFA ou apenas com observação clínica, dependendo do impacto funcional e estético. Casos específicos podem exigir outras abordagens, sempre após confirmação de benignidade e análise criteriosa dos exames.
O Dr. Erivelto Volpi, cirurgião de cabeça e pescoço, avalia cada situação de forma individualizada, considerando exames de imagem, biópsias prévias, sintomas e histórico do tratamento para orientar a conduta mais adequada.
O recrescimento após a RFA de tireoide é comum?
O recrescimento após a ablação por radiofrequência não é o mais comum, mas pode acontecer, especialmente em nódulos grandes ou predominantemente sólidos. Em muitos casos, o que se observa não é um “novo crescimento”, mas a permanência de uma pequena porção ativa do nódulo que não foi totalmente inativada na primeira sessão, algo esperado em tratamentos conservadores e graduais.
A RFA promove uma redução progressiva do volume ao longo de meses. Quando essa redução estabiliza e, posteriormente, há discreto aumento do volume residual, o achado deve ser interpretado dentro do contexto clínico. Pequenas variações podem ocorrer sem impacto clínico relevante.
O acompanhamento por ultrassom é essencial para diferenciar um recrescimento significativo de uma variação esperada. Por isso, protocolos de seguimento com exames seriados fazem parte do tratamento responsável e seguro.
Quando identificado precocemente, o recrescimento pode ser manejado de forma simples, sem necessidade de cirurgia na maioria dos casos.
Quais são as principais causas do recrescimento do nódulo na tireoide?
Uma das principais causas é o tamanho inicial do nódulo. Nódulos volumosos exigem maior área de tratamento e, em alguns casos, uma única sessão não é suficiente para inativar todo o tecido nodular. Nessas situações, áreas residuais podem manter atividade e crescer lentamente ao longo do tempo.
A composição do nódulo também influencia. Nódulos sólidos costumam responder mais lentamente do que nódulos mistos ou císticos. Além disso, nódulos mais vascularizados podem ter maior chance de persistência de tecido viável após a primeira ablação.
Outro fator é a resposta individual do organismo. Cada paciente apresenta um ritmo diferente de reabsorção do tecido tratado. Em alguns casos, a retração inicial é satisfatória, mas o tecido residual pode se reorganizar parcialmente.
Por fim, o tempo de acompanhamento é determinante. Avaliações muito tardias podem identificar recrescimento que poderia ter sido manejado mais precocemente com acompanhamento regular.
O que fazer ao identificar recrescimento do nódulo na tireoide?
O primeiro passo é não assumir automaticamente que há falha do tratamento. A conduta correta é realizar uma nova avaliação com especialista em tireoide, analisando ultrassom comparativo, evolução volumétrica e presença de sintomas.
Na maioria dos casos, quando o recrescimento é limitado e o paciente permanece assintomático, a conduta pode ser apenas observacional, com seguimento mais próximo. Se houver impacto funcional, estético ou crescimento progressivo, uma segunda sessão de RFA costuma ser suficiente para controlar o nódulo.
Antes de qualquer nova intervenção, é fundamental confirmar novamente a benignidade do nódulo, especialmente se houver mudança no padrão ultrassonográfico. A segurança oncológica é sempre prioridade.
A cirurgia passa a ser considerada apenas em situações específicas, como recrescimento importante associado a sintomas relevantes, falhas repetidas da RFA ou surgimento de critérios de risco.
É possível repetir a ablação de tireoide por radiofrequência com segurança?
Sim. A repetição da ablação por radiofrequência é segura e prevista em protocolos de tratamento para nódulos grandes ou persistentes. A técnica permite tratamento progressivo, respeitando a anatomia e preservando a tireoide.
A nova sessão é direcionada apenas à área residual ativa, o que reduz ainda mais o risco de complicações. Em geral, o intervalo entre as sessões é de alguns meses, permitindo avaliar a resposta completa da primeira ablação.
A possibilidade de mais de uma sessão não representa falha, mas sim uma estratégia conservadora e segura para alcançar melhor resultado funcional e estético sem recorrer à cirurgia.
Quando a cirurgia de tireoide deve ser considerada após recrescimento?
A cirurgia deve ser considerada quando o recrescimento é significativo, sintomático e não responde adequadamente às sessões de RFA, ou quando surgem alterações suspeitas nos exames de imagem ou na biópsia.
Casos de bócio multinodular extenso, compressão importante de estruturas cervicais ou dúvidas diagnósticas persistentes também podem indicar abordagem cirúrgica. Nesses cenários, a cirurgia oferece controle mais amplo e definitivo.
A decisão deve ser tomada de forma individualizada, sempre após discussão clara com o paciente sobre riscos, benefícios e alternativas.
Conclusão: recrescimento após RFA exige avaliação, não alarme
O recrescimento de nódulo após a ablação de tireoide por radiofrequência pode ocorrer e, na maioria das vezes, é manejável com acompanhamento adequado ou nova sessão do procedimento. Não se trata, automaticamente, de falha do tratamento, mas de uma característica do manejo conservador e progressivo dos nódulos benignos.
O Dr. Erivelto Volpi, cirurgião de cabeça e pescoço em São Paulo, realiza avaliação criteriosa, interpreta exames de forma integrada e orienta a melhor conduta para cada paciente, priorizando segurança, preservação da tireoide e qualidade de vida.
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