Por que escolher a ablação por radiofrequencia no tratamento de nódulo na tireoide?

A ablação por radiofrequência é escolhida no tratamento do nódulo da tireoide por ser minimamente invasiva, preservar a glândula, evitar cicatriz e oferecer recuperação rápida.
O tratamento dos nódulos da tireoide evoluiu significativamente nos últimos anos, e a ablação por radiofrequência (RFA) tornou-se uma alternativa moderna à cirurgia tradicional para casos bem selecionados. Indicada principalmente para nódulos benignos, a técnica permite reduzir o volume do nódulo sem remover a glândula, preservando a função hormonal e evitando cicatrizes no pescoço — um fator relevante para muitos pacientes.
Diferentemente da cirurgia, a RFA é realizada com anestesia local, guiada por ultrassom em tempo real, e não exige internação hospitalar. O procedimento utiliza uma agulha fina que aplica energia térmica diretamente no nódulo, promovendo sua retração progressiva ao longo dos meses. Essa abordagem reduz riscos, tempo de recuperação e impacto na rotina do paciente.
Outro ponto importante é a previsibilidade quando a indicação é correta. Em nódulos benignos que causam sintomas compressivos ou incômodo estético, a RFA apresenta bons índices de redução volumétrica, com melhora funcional e estética gradual. A preservação do tecido saudável ao redor do nódulo é um diferencial que diminui a chance de hipotireoidismo pós-tratamento.
Como cirurgião de cabeça e pescoço, o Dr. Erivelto Volpi avalia cuidadosamente cada caso, considerando exames, sintomas e expectativas do paciente para indicar a melhor estratégia. Quando bem indicada, a ablação por radiofrequência oferece um equilíbrio ideal entre eficácia, segurança e qualidade de vida.
Qual a diferença da ablação e da cirurgia de tireoide?
A principal diferença entre a RFA e a cirurgia está no alcance do tratamento. Enquanto a cirurgia remove parte ou toda a tireoide, a radiofrequência atua apenas no nódulo, preservando a glândula. Isso reduz significativamente o risco de alterações hormonais permanentes e a necessidade de reposição com hormônio tireoidiano.
Além disso, a RFA não envolve cortes nem pontos. O acesso é feito por punção, com uma agulha guiada por ultrassom, o que elimina cicatriz visível no pescoço. Para muitos pacientes, esse fator estético é decisivo na escolha do método, especialmente quando o nódulo é benigno.
A recuperação também é um diferencial importante. A cirurgia demanda internação, afastamento das atividades e cuidados pós-operatórios mais intensos. Já a radiofrequência é ambulatorial, com retorno rápido à rotina e menor impacto físico e emocional.
Por fim, quando bem indicada, a RFA apresenta excelente perfil de segurança e resultados progressivos, tornando-se uma alternativa real e eficaz à cirurgia tradicional.
Principais diferenças entre RFA e cirurgia de tireoide
- RFA preserva a tireoide; cirurgia remove tecido
- RFA não deixa cicatriz; cirurgia deixa incisão cervical
- RFA tem recuperação rápida; cirurgia exige afastamento
- RFA usa anestesia local; cirurgia usa anestesia geral
- RFA é ambulatorial; cirurgia requer internação
Quais as vantagens da ablação de tireoide por radiofrequência?
Uma das maiores vantagens da RFA é a preservação da função tireoidiana. Ao tratar apenas o nódulo, o restante da glândula continua funcionando normalmente, reduzindo o risco de hipotireoidismo. Isso é especialmente relevante para pacientes jovens ou que desejam evitar uso contínuo de medicação hormonal.
A ausência de cicatriz é outro benefício importante. Como não há cortes, o pescoço mantém sua aparência natural, o que impacta positivamente a autoestima e o conforto do paciente. Esse aspecto é frequentemente citado como um dos principais motivos para a escolha da técnica.
A recuperação rápida permite que o paciente retome suas atividades em curto prazo, muitas vezes no mesmo dia ou no dia seguinte. Isso reduz afastamentos do trabalho e limitações no dia a dia, tornando o tratamento mais conveniente.
Além disso, a técnica é precisa e controlada, realizada com ultrassom em tempo real, o que aumenta a segurança e a eficácia quando executada por profissional experiente.
Para quais pacientes a ablação de tireoide por radiofrequência é indicada?
A RFA é indicada para pacientes com nódulos tireoidianos benignos confirmados por PAAF, especialmente quando há crescimento progressivo, sintomas compressivos (como dificuldade para engolir ou sensação de pressão) ou incômodo estético. Esses fatores tornam o tratamento ativo mais apropriado do que apenas observação.
Pacientes que desejam evitar cirurgia, anestesia geral e cicatriz também são bons candidatos, desde que a benignidade esteja bem documentada. A técnica é particularmente útil para quem tem função tireoidiana normal e quer preservá-la.
Em alguns casos, pacientes com contraindicação clínica à cirurgia tradicional podem se beneficiar da RFA por ser menos invasiva. Cada indicação, porém, deve ser cuidadosamente avaliada para garantir segurança e resultado adequado.
A decisão é sempre individualizada, baseada em exames, sintomas e objetivos do paciente, e deve ser conduzida por especialista em cabeça e pescoço com experiência na técnica.
Quando a cirurgia ainda é a melhor opção para o nódulo da tireoide?
Apesar das vantagens da RFA, a cirurgia continua sendo necessária em situações específicas. Nódulos com suspeita ou confirmação de malignidade, resultados inconclusivos repetidos na biópsia ou características ultrassonográficas de alto risco não devem ser tratados com radiofrequência.
Casos de bócio multinodular extenso, compressão importante da traqueia ou alterações hormonais associadas também podem exigir abordagem cirúrgica. Nessas situações, a cirurgia oferece controle mais amplo da doença.
Por isso, a escolha entre RFA e cirurgia deve ser feita após avaliação criteriosa. O papel do cirurgião de cabeça e pescoço é orientar com clareza, segurança e responsabilidade, indicando o tratamento mais adequado para cada cenário.
Conclusão
A ablação por radiofrequência é uma escolha moderna e eficaz para o tratamento de nódulos benignos da tireoide, especialmente quando há sintomas, crescimento ou incômodo estético. Ao preservar a glândula, evitar cicatriz e permitir recuperação rápida, a técnica oferece benefícios relevantes quando bem indicada.
O Dr. Erivelto Volpi, cirurgião de cabeça e pescoço, realiza avaliação detalhada e orienta a melhor opção para cada paciente, equilibrando segurança, eficácia e qualidade de vida. Com indicação correta e acompanhamento adequado, a RFA se consolida como uma alternativa confiável à cirurgia tradicional.
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