Ablação de tireoide por radiofrequência em São Paulo: Mitos e verdades

A ablação de tireoide por radiofrequência é um procedimento seguro, minimamente invasivo e indicado para nódulos benignos bem avaliados, mas ainda cercado por muitos mitos.
A ablação de tireoide por radiofrequência (RFA) vem ganhando destaque em São Paulo como alternativa moderna à cirurgia para o tratamento de nódulos tireoidianos benignos. Apesar de já ser amplamente utilizada em centros especializados, ainda existem muitas dúvidas e informações incorretas que geram insegurança nos pacientes. Entender o que é mito e o que é verdade é fundamental para tomar uma decisão consciente e segura.
Um dos principais motivos de confusão é o fato de a RFA não ser uma cirurgia tradicional. Por não envolver cortes, internação ou anestesia geral, muitas pessoas acreditam que se trata de um procedimento “experimental” ou menos eficaz, o que não corresponde à realidade quando a indicação é correta. A técnica é respaldada por estudos científicos e diretrizes internacionais para casos específicos.
Outro ponto comum é a comparação direta com a cirurgia da tireoide, sem considerar que são tratamentos diferentes, com indicações distintas. A radiofrequência não substitui a cirurgia em todos os casos, mas é extremamente eficaz em situações bem selecionadas, especialmente quando o objetivo é reduzir o nódulo e preservar a glândula.
Neste conteúdo, esclarecemos os principais mitos e verdades sobre a ablação de tireoide por radiofrequência, ajudando o paciente a entender quando o procedimento é indicado, quais são seus benefícios reais e quais cuidados são necessários.
Mito ou verdade: a ablação por radiofrequência substitui a cirurgia da tireoide?
👉 Verdade, em casos bem selecionados.
A ablação por radiofrequência pode substituir a cirurgia quando o nódulo é benigno, confirmado por punção (PAAF), e causa sintomas compressivos ou incômodo estético. Nesses casos, a RFA reduz o volume do nódulo sem remover a tireoide, evitando cicatriz e preservando a função hormonal.
👉 Mito, em todos os casos.
A cirurgia ainda é necessária quando há suspeita ou confirmação de câncer, resultados inconclusivos repetidos na biópsia, bócio multinodular extenso ou compressão importante de estruturas cervicais. A RFA não é indicada para esses cenários.
A decisão entre RFA e cirurgia deve ser feita por especialista, com base em exames, sintomas e segurança oncológica.
Mito ou verdade: a ablação de tireoide é um procedimento arriscado?
👉 Mito.
Quando realizada por radiologista intervencionista experiente, em clínica adequada e com indicação correta, a RFA é considerada um procedimento seguro. Ela é guiada por ultrassom em tempo real, o que permite visualizar o nódulo e proteger estruturas importantes, como nervos e vasos.
👉 Verdade que todo procedimento exige cuidado.
Como qualquer intervenção médica, a RFA pode apresentar efeitos adversos, geralmente leves e transitórios, como dor local ou inchaço discreto. Complicações graves são raras quando os protocolos são seguidos corretamente.
A segurança está diretamente ligada à experiência do profissional e à seleção adequada do paciente.
Mito ou verdade: a radiofrequência “queima” toda a tireoide?
👉 Mito.
A radiofrequência não queima toda a tireoide. Ela atua apenas no nódulo, preservando o tecido saudável ao redor. A aplicação da energia é controlada e direcionada exclusivamente para a área tratada.
👉 Verdade: a função da tireoide costuma ser preservada.
Por não remover a glândula, a RFA reduz significativamente o risco de hipotireoidismo e, na maioria dos casos, o paciente não precisa de reposição hormonal após o procedimento.
Esse é um dos principais diferenciais da técnica em relação à cirurgia.
Mito ou verdade: o resultado da RFA é imediato?
👉 Mito.
A redução do nódulo não é imediata. Após a ablação, ocorre um processo gradual de retração e reabsorção do tecido tratado. A diminuição começa a ser percebida geralmente entre 30 e 60 dias e continua ao longo de 6 a 12 meses.
👉 Verdade: os sintomas podem melhorar progressivamente.
Mesmo sem redução imediata visível, muitos pacientes já relatam melhora da sensação de pressão ou desconforto nas primeiras semanas. O acompanhamento com ultrassom é essencial para avaliar a evolução.
A expectativa correta evita frustrações e faz parte de uma boa indicação.
Mito ou verdade: qualquer nódulo pode ser tratado com radiofrequência?
👉 Mito.
Nem todo nódulo é candidato à RFA. A técnica é indicada principalmente para nódulos benignos, sólidos ou predominantemente sólidos, com confirmação por PAAF e avaliação adequada por ultrassom.
👉 Verdade: a seleção do caso é fundamental.
Nódulos suspeitos, malignos ou com características de alto risco não devem ser tratados com radiofrequência. Nesses casos, a cirurgia é a abordagem mais segura.
Por isso, clínicas confiáveis realizam avaliação criteriosa antes de indicar o procedimento.
Mito ou verdade: a recuperação após a RFA é longa?
👉 Mito.
A recuperação após a ablação por radiofrequência é geralmente rápida. A maioria dos pacientes retorna às atividades no mesmo dia ou no dia seguinte, com poucas restrições.
👉 Verdade: o acompanhamento é importante.
Apesar da recuperação simples, o acompanhamento com consultas e ultrassons de controle é essencial para garantir a redução adequada do nódulo e avaliar a necessidade de sessões adicionais em casos específicos.
Verdades sobre a recuperação
- Procedimento ambulatorial
- Sem internação hospitalar
- Retorno rápido à rotina
- Pouco desconforto pós-procedimento
- Acompanhamento programado
Conclusão: entender mitos e verdades é essencial para decidir com segurança
A ablação de tireoide por radiofrequência é um procedimento moderno, seguro e eficaz quando bem indicado, mas ainda cercado de mitos que podem confundir os pacientes. Conhecer as verdades sobre a técnica ajuda a alinhar expectativas, reduzir medos e escolher o tratamento mais adequado.
O Dr. Erivelto Volpi, radiologista intervencionista em São Paulo, realiza avaliação criteriosa e acompanhamento completo, esclarecendo dúvidas e indicando a melhor abordagem para cada caso. Informação clara e decisão consciente são fundamentais para um tratamento seguro e bem-sucedido.
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